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Suspeitos pela morte da menina Esther dão depoimentos contraditórios; dois foram indiciados pela Polícia Civil

A Polícia Civil de Pernambuco colheu depoimentos contraditórios dos suspeitos envolvidos na morte de Esther Isabelly, de 4 anos. As informações fazem parte do inquérito que apura o homicídio da criança, encontrada morta em uma cacimba na comunidade onde morava, em São Lourenço da Mata.

Nesta quarta-feira (3), a PCPE indiciou dois dos três suspeitos.

  • Fernando Santos de Brito, 31 anos, foi indiciado por homicídio.
  • Uilma Ferreira dos Santos, 33 anos, responderá por ocultação de cadáver.

Um terceiro envolvido, Fabiano Rodrigues de Lima, 27 anos, chegou a ser preso durante as investigações. Ele divide o terreno — onde o corpo da menina foi encontrado — com Fernando, segundo a polícia.

Depoimentos revelam contradições

Nos relatos obtidos pela polícia, os suspeitos apresentaram versões divergentes sobre o desaparecimento e a morte de Esther.

Declaração de Fernando

Fernando afirmou inicialmente não saber o paradeiro da criança, dizendo apenas ter ouvido moradores comentarem que um homem teria levado Esther pelo braço. Segundo ele, não escutou rumores de que a menina teria sido levada para a casa dele ou de Fabiano.

Ainda de acordo com seu depoimento, Fernando e Fabiano viviam em casas separadas em um mesmo terreno.

Em outro momento, ele declarou não saber quem matou Esther nem quem teria jogado o corpo na cacimba, mas relatou ter visto Fabiano e Uilma lavando a casa, retirando lixo e ateando fogo em entulhos. Fernando disse não saber o motivo da limpeza.

Em seu interrogatório, ele afirmou que, no dia do desaparecimento, estava bebendo com a mãe da menina e viu Esther brincando com os irmãos. Segundo ele, era a primeira vez que via a criança. Fernando contou ainda que saiu por volta das 16h30 para visitar a mãe em São Lourenço e retornou à comunidade somente à noite, quando encontrou moradores realizando um protesto pelo desaparecimento da menina.

Depoimento de Uilma

Uilma, por sua vez, negou ter entrado no imóvel onde o corpo foi encontrado. Ela disse à polícia que havia se mudado há cerca de um mês e não tinha mais a chave da residência.

Avanço do inquérito

Os três suspeitos continuam sendo investigados. A Polícia Civil segue apurando as versões apresentadas, a dinâmica do crime e a participação efetiva de cada um no homicídio e na ocultação do corpo.

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