O governo federal anunciou um amplo reforço no sistema prisional brasileiro com a transformação de 138 presídios estaduais em unidades de segurança máxima. A medida faz parte do programa “Brasil Contra o Crime Organizado”, lançado nesta terça-feira, com previsão de investimentos de R$ 11 bilhões em ações de combate às facções criminosas em todo o país.
Segundo o governo, os 138 presídios representam aproximadamente 10% das unidades prisionais brasileiras e terão estrutura reforçada para isolar líderes de organizações criminosas. A estratégia busca impedir que chefes do tráfico e integrantes de facções continuem comandando crimes de dentro das cadeias.
Durante o anúncio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o objetivo é devolver a segurança à população e enfraquecer o domínio territorial das facções. Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, destacou que o foco principal será o isolamento das lideranças criminosas responsáveis por coordenar ordens para membros fora dos presídios.
O ministro também declarou que grande parte dos líderes do crime organizado identificados pelo governo está concentrada nessas unidades prisionais mapeadas. Segundo ele, muitos criminosos continuam administrando tráfico, lavagem de dinheiro e ações criminosas utilizando celulares dentro das celas.
De acordo com dados apresentados pelo governo, cerca de 158 mil detentos estão atualmente nessas unidades consideradas estratégicas, número equivalente a quase 19% da população carcerária brasileira.
A iniciativa prevê maior controle interno, reforço tecnológico, bloqueadores de sinal, monitoramento rigoroso e integração entre União, estados e municípios. O governo acredita que a medida poderá reduzir a influência das facções e enfraquecer o crime organizado em diversas regiões do país.
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