Pernambuco voltou a entrar em estado de atenção para chuvas intensas poucos dias após um temporal que resultou em seis mortes no estado. O novo alerta foi emitido pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac), indicando possibilidade de precipitações com intensidade moderada a pontualmente forte entre a noite da segunda-feira (4) e ao longo desta terça-feira (5).
De acordo com o aviso meteorológico, as áreas mais afetadas devem ser a Região Metropolitana do Recife, além das Zonas da Mata Norte e Sul e o arquipélago de Fernando de Noronha. O fenômeno responsável pelas chuvas é um Distúrbio Ondulatório de Leste (DOL), comum nesta época do ano e que pode provocar acumulados significativos em curtos períodos.
Diante do cenário, a governadora Raquel Lyra decretou situação de emergência em 27 municípios atingidos pelas fortes chuvas recentes. A medida busca agilizar ações de resposta e assistência às populações afetadas.
Segundo o Corpo de Bombeiros, seis pessoas morreram em decorrência do temporal registrado na última sexta-feira (1º). Três das vítimas eram da mesma família e morreram após um deslizamento de barreira atingir a residência onde estavam, no Recife.
Entre os casos mais graves está o da jovem Jaqueline Soares da Silva, de 24 anos, e do filho Riquelmy, de 6 anos, que morreram no local do deslizamento. O pai e a filha mais nova do casal, uma bebê de um ano, foram resgatados com vida e encaminhados ao Hospital da Restauração. No entanto, a criança não resistiu aos ferimentos e morreu posteriormente. O pai segue internado.
Em Olinda, outra tragédia atingiu uma família: uma mulher de 20 anos e seu bebê de seis meses foram encontrados mortos após deslizamento de terra. Eles estavam desaparecidos e foram localizados durante as buscas realizadas pelo Corpo de Bombeiros.
A sexta vítima foi encontrada no município de Santa Cruz do Capibaribe, no Agreste, após um desabamento. Este foi o primeiro óbito registrado fora do eixo Recife–Olinda.
As autoridades seguem monitorando as condições climáticas e reforçam o alerta para que moradores de áreas de risco redobrem a atenção, especialmente diante da previsão de continuidade das chuvas. A recomendação é evitar locais de encostas, observar sinais de deslizamentos e acionar a Defesa Civil em caso de emergência.
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