Na sabatina realizada pelo Sistema Jornal do Commercio (SJCC), nesta segunda-feira (17), foi possível ter uma prévia de quais estratégias narrativas serão adotadas pelo ex-prefeito do Recife e candidato ao governo, João Campos (PSB). Em um espaço temporal de uma hora, o socialista fez mais de quinze promessas, a maioria sendo mazelas que ficaram sem soluções durante os dezesseis anos dos governos de seu partido, o PSB, nas administrações de Eduardo Campos e Paulo Câmara.
Alguns dos compromissos de João foram: acabar com o rodízio e racionamento de água; zerar o IPVA para motos de até 180 cilindradas; construir 240 creches e garantir a entrega da Transnordestina. Resta então a dúvida: porque nada disso foi feito no passado, mesmo diante de tantas promessas? O que muda agora?
Resgatando fatos do passado recente, chama bastante o fato de a Transnordestina ser uma promessa antiga, feita pelo bisavô de Campos, Miguel Arraes, mas só foi destravado por Raquel, em articulação com o presidente Lula. Nunca houve em Pernambuco uma política estadual de creches até a chegada da governadora no Palácio do Campo das Princesas, trazendo consigo a responsabilidade de articular junto aos municípios estas entregas. Ainda no rol de promessas, contrata a proposta de zerar o IPVA para motos de até 180 cilindradas com as perseguições praticadas pelo PSB aos motoqueiros de zonas urbanas e rurais, com recolhimento de veículos velha prática conhecida como “indústria da multa”.
As muitas “soluções milagrosas” de João são, no fim das contas, promessas recicladas com um novo verniz e, em sua maioria, não viabilizadas por inoperância de seu próprio partido e do próprio João, que foi chefe de gabinete de Paulo Câmara. O socialista representa, como já dizia Cazuza, “um museu de grandes novidades”.
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