Levantamento do Instituto Paraná Pesquisas coloca Marília Arraes acima dos 50% e acirra disputa interna por espaço na chapa apoiada pela governadora Raquel Lyra
A nova rodada do Instituto Paraná Pesquisas, divulgada nesta sexta-feira (10), movimenta o cenário eleitoral de Pernambuco e apresenta números importantes para a disputa pelas duas vagas ao Senado Federal. Marília Arraes (PDT) aparece na liderança nos dois cenários testados, enquanto Humberto Costa (PT) ocupa a segunda posição.
No cenário 1, Marília Arraes registra 50,5% das intenções de voto. Humberto Costa aparece com 40,6%, seguido por Miguel Coelho (UB), com 34,2%. Túlio Gadelha soma 18,4% e Paulo Rubem, 5,9%.
O desempenho de Miguel Coelho chama atenção no campo governista. O ex-prefeito de Petrolina alcança 34,2%, número que reforça seu peso político justamente no momento em que as articulações para a composição da chapa majoritária estão no centro das discussões.
Já no cenário 2, com Eduardo da Fonte (PP), Marília Arraes chega a 51,9%, Humberto Costa registra 43,3% e o presidente estadual do Progressistas aparece com 26,4%. Túlio Gadelha tem 19,2% e Paulo Rubem, 6,5%.
Na comparação entre os dois cenários — ressalvando que Miguel Coelho e Eduardo da Fonte foram testados separadamente — Miguel apresenta percentual 7,8 pontos maior. O resultado tende a ampliar o debate político sobre quem poderá ocupar uma das vagas ao Senado na composição governista.
Como Pernambuco elege dois senadores em 2026, os entrevistados podem indicar duas opções; por isso, a soma dos percentuais não fica limitada a 100%.
O levantamento ouviu 1.500 eleitores entre os dias 7 e 9 de julho de 2026, tem nível de confiança de 95% e margem de erro estimada em aproximadamente 2,6 pontos percentuais. A pesquisa está registrada sob o número PE-00478/2026.
Os números oficiais e detalhes do levantamento podem ser consultados no Instituto Paraná Pesquisas.
Com a nova pesquisa, a pressão sobre a definição da chapa governista aumenta: Miguel Coelho mostra força eleitoral e coloca ainda mais combustível na disputa política pela vaga ao Senado.
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