Apesar de as obras da Transnordestina em Pernambuco, no trecho entre Salgueiro, no Sertão, e o Porto de Suape, no Grande Recife, permanecerem suspensas após decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), representantes do setor industrial pernambucano demonstram otimismo sobre o futuro da ferrovia.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (Fiepe), Bruno Veloso, afirmou, em entrevista ao programa Passando a Limpo, da Rádio Jornal, nesta quinta-feira (16), que acredita que o cenário de incertezas pode estar próximo do fim. A expectativa está relacionada ao avanço das análises técnicas destinadas a comprovar a viabilidade socioeconômica do trecho pernambucano.
Segundo Veloso, a paralisação gera preocupação e falta de perspectiva para o setor produtivo, mas há confiança de que a situação seja revertida. A expectativa da entidade é de que novos estudos e informações técnicas possam contribuir para uma decisão favorável à retomada integral do empreendimento.
O debate sobre a viabilidade do trecho também envolve avaliações sobre os impactos econômicos e sociais da ferrovia. Enquanto análises anteriores apontaram dificuldades financeiras para a execução do projeto, entidades como a Fiepe e a Sudene defendem que sejam considerados benefícios mais amplos, como geração de empregos, fortalecimento da economia regional e redução de custos logísticos.
A conclusão da Transnordestina até Pernambuco é considerada estratégica por setores produtivos, principalmente pela possibilidade de ampliar a integração logística entre o Sertão e o Porto de Suape. Agora, a expectativa é pela conclusão das análises e por novas decisões que possam definir os próximos passos das obras no estado.
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