O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva repudiou a imposição de tarifas de 25% pelos Estados Unidos sobre a importação de produtos brasileiros. Segundo o Planalto, a decisão representa um episódio negativo nas relações comerciais entre Brasil e EUA.
Em nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), o Executivo afirmou que iniciará imediatamente os procedimentos para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade Econômica. O governo também informou que pretende levar a questão ao mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC).
De acordo com o comunicado, a Lei de Reciprocidade permite ao Brasil responder a medidas unilaterais adotadas por outros países ou blocos econômicos que prejudiquem a competitividade internacional brasileira.
O governo Lula também contestou as justificativas para as medidas norte-americanas e afirmou que continuará buscando negociações para defender os interesses nacionais, além de adotar ações para reduzir possíveis impactos sobre a economia e a renda da população.
No campo político, integrantes do governo e aliados responsabilizam o clã Bolsonaro pela escalada das tensões com os Estados Unidos. O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por sua vez, participou de audiência em Washington sobre investigações comerciais envolvendo o Brasil e criticou a atuação do governo Lula, alegando que a questão das tarifas estaria sendo utilizada politicamente.
Diante do novo cenário, o Palácio do Planalto sinaliza que pretende combinar medidas de reciprocidade, atuação em organismos internacionais e abertura de novos mercados para produtos brasileiros, enquanto o embate comercial também amplia a disputa política interna entre governistas e aliados da família Bolsonaro.
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