O suplente da senadora Soraya Thronicke no Senado Federal, o deputado Rodolfo Nogueira (PL), reagiu às críticas feitas pela parlamentar ao religioso Frei Gilson, após a repercussão de um vídeo em que o frei aborda o papel da mulher no casamento sob uma perspectiva bíblica.
A controvérsia teve início depois que a senadora utilizou suas redes sociais para classificar o religioso como “misógino” e “falso profeta”. As declarações ocorreram após a circulação de uma pregação em que o frei afirma que, segundo a Bíblia, o homem seria o “chefe do lar” e a mulher teria o papel de “auxiliar”.
Em resposta, Rodolfo Nogueira saiu em defesa do religioso e criticou a postura da senadora. Para o parlamentar, as declarações configuram uma tentativa de perseguição. “A Soraya resolveu atacar o Frei Gilson e chamá-lo de misógino por ele pregar o Evangelho. É aquele negócio: quando a lacração ultrapassa os limites”, afirmou.
O deputado também argumentou que rotular líderes religiosos por suas interpretações bíblicas é um equívoco. “Querer rotular um religioso que prega valores cristãos como intolerante ou misógino é, no mínimo, desonestidade intelectual. O que está acontecendo não é defesa de direitos — é perseguição disfarçada de discurso bonito”, declarou.
Na pregação que gerou a polêmica, Frei Gilson afirmou que a liderança masculina no lar estaria prevista nas Escrituras. “Deus deu ao homem a liderança. O homem é o chefe do lar”, disse o religioso, acrescentando que a mulher teria sido criada para auxiliá-lo.
Já Soraya Thronicke, ao rebater o conteúdo, criticou o uso da fé para sustentar esse tipo de discurso. “Mais um falso profeta. São freis, padres, pastores, políticos usando o nome de Deus em vão”, escreveu a senadora, acrescentando que tais falas contrariam princípios fundamentais da própria religião.
O episódio reacende o debate sobre liberdade religiosa, interpretação de textos sagrados e os limites entre discurso de fé e questões de igualdade de gênero no Brasil.
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