A campanha da governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), rebateu nesta sexta-feira (11) as acusações de que ela receberia remuneração acima do teto constitucional. A declaração foi feita pelo candidato João Campos (PSB), durante debate promovido pela Rádio Cidade, em Caruaru.
Em nota, a assessoria de Raquel Lyra afirmou que a remuneração recebida pela governadora está de acordo com a legislação estadual. Segundo o comunicado, ao assumir o Governo de Pernambuco, Raquel optou por não receber o subsídio de governadora e manteve exclusivamente a remuneração referente ao cargo efetivo de procuradora do Estado, conquistado por concurso público.
A campanha também negou a existência de acúmulo de salários e classificou como “falsa” a afirmação apresentada pelo adversário, afirmando que a forma como o assunto foi abordado “busca confundir o eleitor”.
O advogado constitucionalista e eleitoralista Roberto Leandro explicou que a opção de um servidor público por manter a remuneração do cargo efetivo ao assumir uma função no Executivo não é, por si só, irregular. Segundo ele, a análise sobre eventual ultrapassagem do teto deve considerar as regras aplicáveis à carreira da servidora.
O caso reacende a disputa política entre Raquel Lyra e João Campos, em meio ao debate eleitoral em Pernambuco.
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