As recentes oscilações nas pesquisas para o Governo de Pernambuco começaram a provocar preocupação dentro do PSB. O que antes era tratado como um cenário confortável para a legenda na disputa proporcional agora já é visto com mais cautela por lideranças do partido, especialmente diante dos reflexos que a queda de desempenho de João Campos pode causar nas eleições de 2026.
Nos bastidores, aliados do prefeito do Recife admitem que a redução da vantagem em alguns levantamentos eleitorais diminuiu o clima de confiança em torno da chapa do PSB para a Assembleia Legislativa de Pernambuco. A avaliação mais realista dentro da sigla aponta que o partido pode eleger entre quatro e cinco deputados estaduais, número considerado abaixo das expectativas iniciais.
A mudança de cenário também já gera apreensão entre parlamentares que dependem diretamente da força eleitoral de João Campos para ampliar a votação e garantir a permanência na ALEPE. A leitura é de que uma campanha majoritária menos dominante impacta diretamente no desempenho da chapa proporcional.
Entre os nomes considerados mais fortalecidos dentro do partido aparecem Francismar Pontes, impulsionado pela estrutura política ligada à primeira secretaria da Assembleia, além de Romero Albuquerque e Eriberto Filho, que mantêm bases eleitorais consolidadas em diferentes regiões do estado.
Por outro lado, alguns deputados passaram a integrar a chamada “zona de risco” dentro do PSB. Internamente, cresce a preocupação com a situação de Sileno Guedes, Rodrigo Farias e Diogo Moraes, que podem enfrentar uma disputa mais acirrada pela reeleição caso o partido não recupere força política até o início oficial da campanha.
Outro nome citado nos bastidores é Batista Cabral, irmão do prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral, apontado como uma liderança com forte capacidade eleitoral e que pode alterar a disputa por vagas na Assembleia.
A avaliação entre analistas políticos é de que o desempenho da chapa proporcional depende diretamente da força do candidato majoritário. Com um cenário mais competitivo para o Governo de Pernambuco, o PSB precisará reorganizar estratégias para evitar perdas importantes na ALEPE em 2026.
Deixe um comentário