O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), devem se reunir até a próxima segunda-feira (25) para alinhar os últimos pontos da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.
A proposta, que vem sendo debatida no Congresso Nacional, prevê a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de folga para os trabalhadores. A expectativa é de que, após o encontro entre Lula e Motta, o texto final seja encaminhado ao relator da PEC, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), para conclusão do parecer.
Segundo informações de bastidores, um dos principais pontos ainda em discussão é a forma de implementação das mudanças e o prazo para adaptação de alguns setores da economia. Apesar disso, integrantes da comissão especial afirmam que a intenção é manter o texto “enxuto”, focando apenas na redução da jornada e na ampliação do descanso semanal.
A previsão é que o relatório seja apresentado já na segunda-feira e votado na comissão especial até quinta-feira (28). Caso aprovado, o texto seguirá para análise do plenário da Câmara no mesmo dia.
Durante um seminário realizado em Belo Horizonte, Leo Prates negou que exista uma discussão sobre transição gradual para os dois dias de folga. Segundo ele, o objetivo é fazer com que a nova regra entre em vigor já em 2026.
O parlamentar também afirmou que o parecer não deverá incluir acordos individuais, deixando detalhes específicos para negociações coletivas entre sindicatos patronais e representantes dos trabalhadores.
A proposta do fim da escala 6×1 vem ganhando força entre parlamentares e trabalhadores, principalmente após mobilizações nas redes sociais e debates sobre qualidade de vida, saúde mental e equilíbrio entre trabalho e descanso.
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