A pesquisa divulgada pelo instituto Brada passou a ser alvo de fortes questionamentos nos bastidores da política pernambucana por apresentar dois pontos considerados graves por analistas e aliados da governadora Raquel Lyra.
O primeiro ponto que chamou atenção foi o alcance da coleta. Pernambuco possui 184 municípios, porém a pesquisa teria sido realizada em apenas 13 cidades, sendo a maioria concentrada na Região Metropolitana do Recife. Para muitos observadores políticos, o cenário acaba não refletindo a realidade completa do estado, principalmente do interior, onde a governadora vem ampliando entregas, obras e fortalecendo alianças políticas.
Outro fator considerado polêmico foi a inclusão de Anderson Ferreira como candidato ao Governo de Pernambuco. Nos bastidores, a avaliação é de que Anderson não deverá disputar o governo estadual, o que teria criado um cenário artificial que poderia fragmentar os votos da direita.
Na pesquisa, João Campos aparece com 44%, enquanto Raquel Lyra surge com 41% e Anderson Ferreira com 6%. Analistas ligados ao grupo governista afirmam que, em um cenário sem Anderson, a tendência natural seria grande parte desse eleitorado migrar para Raquel Lyra, justamente por ela concentrar a maior força do campo conservador e da direita em Pernambuco.
Com isso, aliados da governadora afirmam que, na prática, os números poderiam colocar Raquel Lyra na liderança com aproximadamente 47%, ultrapassando João Campos mesmo diante de um cenário considerado desfavorável pela oposição.
Nos bastidores políticos, o levantamento acabou gerando ainda mais debate sobre a metodologia utilizada e sobre a representatividade real da pesquisa diante do cenário estadual atual.
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