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Maduro acusa os EUA de preparar “agressão” e pede apoio da Opep; Trump confirma conversa por telefone

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a acusar os Estados Unidos de planejarem uma “agressão” contra seu governo. Segundo o venezuelano, Washington estaria usando o discurso de combate ao narcotráfico como pretexto para desestabilizar o país. Em resposta, Maduro classificou a Venezuela como um país “indestrutível, intocável e invencível”.

Durante um evento de café especial com convidados russos, Maduro afirmou que o país vive um dos seus melhores momentos no setor do turismo e prometeu “um dos melhores Natais que já conhecemos”. Ao mesmo tempo, reforçou o tom de alerta ao divulgar uma carta em que pede ajuda à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para conter a suposta ofensiva americana.

Na carta, lida pela vice-presidente Delcy Rodríguez em um comitê virtual da Opep, Maduro solicita “os melhores esforços” dos países membros para impedir uma escalada que, segundo ele, ameaça o equilíbrio do mercado energético internacional. O documento também afirma que Washington pretende derrubá-lo e assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas. As informações são da AFP.

Do lado americano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou no domingo (30) que conversou recentemente por telefone com Maduro. A revelação foi feita após questionamentos de jornalistas, depois de o jornal The New York Times informar que a ligação teria ocorrido na semana anterior.

Trump minimizou o conteúdo da conversa: “Não diria que foi boa nem ruim. Foi uma ligação telefônica”, declarou a bordo do Air Force One. Washington acusa Maduro de liderar um suposto cartel de drogas e mantém, desde agosto, uma operação antinarcóticos no Caribe que mobiliza inclusive o maior porta-aviões do mundo.

O senador republicano Markwayne Mullin afirmou que os EUA teriam proposto a Maduro que deixasse o país. “Demos a Maduro a oportunidade de sair. Dissemos que ele poderia ir para a Rússia ou outro país”, disse Mullin à CNN.

As tensões entre Caracas e Washington seguem elevadas, com acusações mútuas e sem perspectiva de alívio no curto prazo.

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