O senador Flávio Bolsonaro (PL) surpreendeu o cenário político nacional nesta quarta-feira (28) ao divulgar, por meio de aliados, uma carta na qual se autodeclara o verdadeiro presidente eleito do Brasil, mesmo após a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais, realizado no último domingo (25).
Logo na abertura do documento, Flávio afirma: “Dirijo-me ao povo brasileiro e à comunidade internacional como o verdadeiro presidente eleito do Brasil.”
Na carta, o senador acusa a Justiça de ter interferido no processo eleitoral e sustenta que a prorrogação do horário de votação teria comprometido a legitimidade do resultado. As acusações de fraude, entretanto, não foram acompanhadas de provas.
Flávio também agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei, pelo apoio e acolhimento após sua saída do território brasileiro.
O documento ainda apresenta críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e questiona a decisão que ampliou o horário de votação no segundo turno. Segundo o senador, teriam ocorrido irregularidades capazes de justificar a contestação da eleição.
Apesar das alegações, o resultado divulgado pela Justiça Eleitoral aponta a vitória de Lula, com mais de 64 milhões de votos, contra aproximadamente 59,8 milhões de Flávio Bolsonaro.
Em outro trecho, o parlamentar afirma que pretende continuar sua atuação política mesmo fora do Brasil, anunciando que liderará a oposição a partir dos Estados Unidos.
A declaração ocorre em meio a uma crise política e jurídica envolvendo o senador, que deixou o país após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes para o recolhimento de seus passaportes.
A autodeclaração de Flávio Bolsonaro não altera o resultado oficial das eleições nem lhe confere a condição legal de presidente eleito.
O episódio abre um novo capítulo na disputa política nacional após a reeleição de Lula e deve continuar provocando repercussões entre lideranças políticas e instituições brasileiras.
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