O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou uma operação naval para escoltar embarcações no Estreito de Ormuz, uma das rotas mais importantes para o transporte global de petróleo. A medida, chamada de “Projeto Liberdade”, deve começar nesta segunda-feira (4) e já provocou forte reação do Irã.
Segundo Trump, a ação tem caráter “humanitário” e busca garantir a passagem segura de navios que estariam enfrentando dificuldades na região, incluindo falta de suprimentos. A Marinha americana deverá acompanhar embarcações de países que, segundo o presidente, “não têm envolvimento direto com o conflito no Oriente Médio”.
A iniciativa ocorre em meio à escalada de tensões após o Irã restringir quase totalmente o tráfego no estreito, em resposta a ataques atribuídos aos Estados Unidos e a Israel contra alvos iranianos desde fevereiro. Em retaliação, Washington mantém um bloqueio naval a portos do país persa.
O comando militar iraniano reagiu de forma contundente. O general Ali Abdollahi afirmou que qualquer força estrangeira — especialmente dos Estados Unidos — será alvo de ataques caso tente se aproximar ou operar na região. A declaração eleva o risco de confronto direto entre as duas nações.
No campo político, o presidente da comissão de segurança nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Azizi, classificou a operação americana como uma possível violação do cessar-fogo em vigor desde 8 de abril, caso seja executada.
Dados da empresa de monitoramento marítimo AXSMarine indicam que, até 29 de abril, cerca de 913 navios comerciais circulavam pelo Golfo, reforçando a importância estratégica do Estreito de Ormuz para o comércio internacional, especialmente de combustíveis.
A nova operação dos Estados Unidos aumenta a preocupação da comunidade internacional com uma possível escalada militar na região, que pode impactar diretamente o mercado global de energia e a estabilidade geopolítica no Oriente Médio.
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