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VIOLÊNCIA CONTRA MULHERES IDOSAS EXIGE ATENÇÃO, DENÚNCIA E FORTALECIMENTO DA REDE DE PROTEÇÃO

A violência contra a mulher continua sendo um dos desafios sociais mais preocupantes do país. Apesar dos avanços na legislação e das ações de conscientização, milhares de mulheres ainda convivem diariamente com situações de agressão, abuso e violação de direitos. Quando essa realidade atinge as mulheres idosas, a situação se torna ainda mais delicada, pois reúne fatores como vulnerabilidade, dependência emocional, financeira e, muitas vezes, o silêncio imposto pelo medo.

Durante o Junho Violeta, mês dedicado à conscientização e ao combate à violência contra a pessoa idosa, o tema ganha ainda mais relevância ao chamar atenção para a realidade enfrentada por milhares de mulheres com mais de 60 anos em Pernambuco e em todo o Brasil.

As agressões podem ocorrer de diferentes formas: violência física, psicológica, patrimonial, financeira, abandono, negligência e isolamento social. Em muitos casos, os abusos acontecem dentro do próprio ambiente familiar, praticados por pessoas próximas, o que dificulta a denúncia e o rompimento do ciclo de violência.

Para o deputado federal Ossésio Silva, a proteção da mulher idosa deve ser tratada como prioridade permanente nas políticas públicas de assistência, saúde e segurança.

“A mulher idosa carrega uma história de trabalho, dedicação à família e contribuição para a sociedade. É nosso dever garantir que ela viva esta etapa da vida com respeito, segurança e dignidade. Nenhuma forma de violência pode ser tolerada”, destaca o parlamentar.

Especialistas alertam que muitas vítimas convivem diariamente com situações de abuso que não deixam marcas visíveis, mas causam profundos impactos emocionais e comprometem sua autonomia e qualidade de vida. A retenção indevida de aposentadorias, ameaças constantes, humilhações e a negligência nos cuidados básicos estão entre as formas mais recorrentes de violência contra mulheres idosas.

Ossésio Silva também reforça a necessidade de ampliar a conscientização da população e fortalecer os mecanismos de proteção existentes.

“Precisamos incentivar a cultura da denúncia, fortalecer a rede de apoio e garantir que nenhuma mulher idosa seja invisibilizada. Combater a violência é uma responsabilidade de toda a sociedade”, afirma.

O parlamentar tem acompanhado e apoiado iniciativas voltadas ao fortalecimento das políticas públicas de proteção à pessoa idosa, além de defender medidas mais rigorosas contra práticas de violência, abandono e negligência.

O Junho Violeta reforça justamente essa reflexão: envelhecer com dignidade é um direito. Garantir proteção, respeito e qualidade de vida às mulheres idosas é um compromisso que deve mobilizar famílias, instituições e o poder público.

Casos de violência podem ser denunciados por meio do Disque 100, da Central de Atendimento à Mulher pelo telefone 180, além das delegacias especializadas, do Ministério Público e dos Conselhos da Pessoa Idosa.

“Quando uma mulher idosa é vítima de violência, não é apenas uma pessoa que sofre. É a dignidade de toda uma geração que está sendo violada.”

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