O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, afirmou que a rejeição do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Supremo Tribunal Federal, evidencia uma fragilidade na articulação política do governo federal.
A indicação foi rejeitada pelo Senado por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em um episódio considerado raro na história política brasileira — a última situação semelhante havia ocorrido ainda no período da Primeira República. Para aprovação, eram necessários ao menos 41 votos entre os 81 senadores.
Em declarações à imprensa, Tarcísio avaliou que o resultado sinaliza perda de força do governo no Congresso. “A partir do momento em que um presidente não consegue aprovar um indicado ao Supremo, fica claro que há dificuldade de articulação”, disse. O governador também classificou o momento como um possível “fim de ciclo” político.
O chefe do Executivo paulista foi além e afirmou que o cenário pode impactar diretamente as eleições presidenciais. Segundo ele, não haveria mais espaço para o atual governo indicar novos nomes estratégicos, sugerindo que decisões futuras poderiam ficar a cargo do próximo presidente da República.
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro, Tarcísio declarou apoio à eventual candidatura do senador Flávio Bolsonaro à Presidência. Ele afirmou acreditar na possibilidade de vitória já no primeiro turno em uma disputa contra Lula.
A rejeição de Jorge Messias e as declarações de Tarcísio intensificam o clima de polarização política e devem repercutir nos próximos movimentos tanto do governo federal quanto da oposição, especialmente em um cenário de aproximação do calendário eleitoral.
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