A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP) e o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL-SP), protagonizaram uma troca de críticas nas redes sociais após a parlamentar questionar o desempenho legislativo do ex-deputado durante seu mandato na Câmara dos Deputados.
A discussão começou depois que Tabata publicou um vídeo comparando sua produção legislativa com a de cinco dos deputados federais mais votados nas eleições de 2022. No levantamento apresentado, ela considerou apenas projetos que foram efetivamente transformados em lei e dos quais os parlamentares atuaram como autores ou relatores.
Segundo os dados divulgados pela deputada, ela aprovou mais projetos convertidos em lei do que a soma dos resultados atribuídos a Guilherme Boulos, Nikolas Ferreira, Ricardo Salles, Carla Zambelli e Eduardo Bolsonaro. Em sua publicação, Tabata afirmou que parlamentares com grande votação popular entregaram uma produção legislativa abaixo do esperado e defendeu que os eleitores merecem resultados concretos.
Em resposta, Boulos classificou a comparação como “lamentável” e afirmou ter orgulho das propostas que conseguiu transformar em lei durante seu mandato. O ministro também criticou o fato de ter sido comparado a parlamentares de diferentes espectros políticos e argumentou que o desempenho de um deputado não pode ser medido apenas pela quantidade de projetos aprovados.
Como exemplo de sua atuação, Boulos destacou a Lei das Cozinhas Solidárias, aprovada durante seu mandato, afirmando que a iniciativa contribuiu para o combate à insegurança alimentar no país.
O episódio repercutiu nas redes sociais e reacendeu o debate sobre os critérios utilizados para avaliar a atuação parlamentar, colocando em discussão se a produtividade legislativa deve ser medida apenas pelo número de leis aprovadas ou também pelo impacto político e social do trabalho exercido pelos representantes eleitos.
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