Um surto de hantavírus registrado no navio de cruzeiro MV Hondius está mobilizando autoridades sanitárias internacionais após a confirmação de mortes e casos suspeitos entre passageiros. Segundo informações divulgadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS), até esta quinta-feira (7), já foram registradas três mortes, além de cinco casos confirmados e outros três suspeitos.
A embarcação saiu de Ushuaia, no sul da Argentina, no dia 1º de abril, com destino a Cabo Verde, na África. Atualmente, o navio segue viagem rumo às Ilhas Canárias, na Espanha. Passageiros e pessoas que tiveram contato próximo com os infectados estão sendo monitorados em pelo menos 12 países.
De acordo com a OMS, o risco de disseminação global é considerado baixo, e o episódio não representa, neste momento, o início de uma epidemia ou pandemia. Ainda assim, o caso chama atenção por envolver a cepa Andes do hantavírus, considerada a única variante conhecida com possibilidade de transmissão entre humanos.
O hantavírus é um grupo de vírus geralmente transmitido por roedores infectados. A infecção ocorre principalmente pela inalação de partículas presentes na urina, fezes ou saliva desses animais. A cepa Andes é encontrada principalmente na Argentina e no Chile.
Entre os sintomas iniciais da doença estão febre, dores musculares, dor de cabeça, dores lombares e sintomas gastrointestinais. Em casos mais graves, os pacientes podem apresentar falta de ar, respiração acelerada, pressão baixa, aumento dos batimentos cardíacos e tosse seca.
Especialistas destacam que a transmissão entre humanos é rara e costuma ocorrer em situações de contato muito próximo e prolongado, como compartilhamento de ambientes fechados, camas ou alimentos.
As autoridades de saúde seguem acompanhando a situação e reforçam a importância do monitoramento dos passageiros e tripulantes que estiveram a bordo do navio.
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