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Saiba quem é o aliado de João Campos que espalhou boato sobre toque de recolher

Enquanto viraliza fake news de “toque de recolher” imposto por facção criminosa e gera pânico em comunidades do Recife e Olinda, o influenciador Emerson Freitas carrega um histórico grave na Justiça. O mesmo “repórter investigativo” que se apresenta como defensor da segurança pública já foi indiciado, denunciado e virou réu por se passar por policial militar para tentar extorquir uma mulher vítima de violência doméstica protegida por medida protetiva.

De acordo com reportagem da Marco Zero Conteúdo, publicada em 4 de março de 2026 por Jorge Cavalcanti, Emerson Jhuan Pereira do Nascimento, de 26 anos, foi investigado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Civil de Pernambuco. A vítima gravou as conversas, o que foi decisivo para o Ministério Público Estadual (MPPE) oferecer denúncia, aceita pela Justiça.

No golpe, Emerson se apresentou à mulher como “sargento Emerson, da Casa Civil e homem de confiança da governadora Raquel Lyra e da vice Priscila Krause”. Depois admitiu em depoimento que não tinha qualquer relação com as duas. Em outro momento disse que era o “caveira 015” do Bope. A vítima, desconfiada, gravou a segunda investida e procurou o GOE.

Durante busca autorizada na casa dele, na zona norte do Recife, foram apreendidas munições de uso restrito, distintivo policial, gorro da PM, coldres e algemas. Emerson não estava no local. A Justiça aceitou a denúncia por estelionato consumado, falsidade ideológica, uso de documento falso e ainda pelo artigo 12 do Estatuto do Desarmamento (posse irregular de munição).

Em depoimento, ele confessou ter mentido sobre o suposto plano de assassinato encomendado pelo ex-marido da vítima e admitiu que criou a história “com o intuito de se aproximar sentimentalmente dela”. Sobre os itens policiais, disse que comprou na “feira do troca” para gravar vídeos e que as munições “esqueceram no bolso” após frequentar um stand de tiro.

Réu, mas segue ativo nas redes e na política

A juíza Ana Maria da Silva, da 17ª Vara Criminal da Capital, determinou a notificação de Emerson em 15 de dezembro de 2025. Quinze dias depois, ele anunciou em vídeo que seria pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026.

Até a publicação da Marco Zero, o influenciador ainda não havia sido encontrado para intimação pessoal um oficial de justiça foi duas vezes ao endereço dele sem sucesso. Nas redes, porém, Emerson continua postando vídeos de ocorrências e se posicionando como “repórter investigativo”.

“Arrependido”

Procurado pela Marco Zero, Emerson confirmou os fatos, mas disse estar de “cabeça erguida” porque se arrependeu. Em resposta enviada à reportagem, afirmou que “toda a história contada é inverídica” e que mentiu para se aproximar da vítima.

Enquanto isso, o mesmo Emerson segue espalhando boatos que geram pânico real em bairros da cidade, sendo desmentido tanto pela Polícia Civil quanto pelo comando da PM, que reforçou o policiamento e garantiu que não existe qualquer toque de recolher.

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