A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), acionou a Justiça contra o candidato ao Governo do Estado, João Campos (PSB), após declarações feitas pelo socialista sobre a existência de uma suposta “milícia digital” ligada ao Palácio do Campo das Princesas.
A medida foi apresentada por meio de uma interpelação judicial, com o objetivo de fazer com que João Campos esclareça a quem se referiu ao utilizar as expressões “milícia digital” e “gabinete do ódio” ao fazer críticas ao Governo de Pernambuco.
Segundo a defesa de Raquel Lyra, as declarações teriam ultrapassado o campo da crítica política ao relacionarem a administração estadual à suposta atuação de uma organização clandestina. A governadora pede que o candidato apresente informações precisas sobre quem estaria envolvido e quais fatos serviriam de base para as afirmações.
A iniciativa tem fundamento no artigo 144 do Código Penal e, conforme a peça apresentada, não representa neste momento uma queixa-crime nem um pedido de condenação. O objetivo é obter esclarecimentos sobre o alcance das declarações públicas.
Na argumentação apresentada pela defesa, também é questionado o fato de João Campos não ter identificado nominalmente as pessoas às quais estaria se referindo nem apresentado os fatos que fundamentariam as acusações.
Com a iniciativa, Raquel Lyra busca levar o debate para o campo dos esclarecimentos formais e cobra do adversário responsabilidade pelas declarações feitas publicamente durante a disputa eleitoral.
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