A construção de uma enfermagem mais inclusiva, humana e preparada para a diversidade da sociedade pernambucana é uma das principais bandeiras defendidas pela enfermeira Priscila Ferraz, presidente da Associação Brasileira de Enfermagem – Seção Pernambuco (ABEn-PE) e candidata a deputada federal.
A proposta consiste na criação de uma Política Regional de Apoio à Enfermagem Inclusiva e Humanizada, voltada ao fortalecimento dos profissionais da categoria em Pernambuco, com atenção especial aos enfermeiros com deficiência (PCDs), profissionais neurodivergentes, mães e pais atípicos, além da ampliação de ações de qualificação para uma assistência cada vez mais especializada e acessível.
Segundo Priscila, a enfermagem precisa acompanhar as transformações da sociedade, não apenas na forma de cuidar dos pacientes, mas também na maneira como acolhe e valoriza os próprios profissionais.
“A inclusão precisa começar dentro da própria enfermagem. Temos profissionais com deficiência, profissionais neurodivergentes, mães e pais que enfrentam diariamente os desafios de cuidar de filhos atípicos e que também dedicam suas vidas ao cuidado do próximo. Essas pessoas precisam ser vistas, acolhidas e valorizadas pelas políticas públicas.”
A proposta prevê a construção de iniciativas voltadas à promoção da inclusão, acessibilidade, qualificação profissional, apoio institucional e valorização dos trabalhadores da enfermagem, reconhecendo que diferentes realidades exigem respostas igualmente inclusivas.
Para a presidente da ABEn-PE, fortalecer a categoria também significa criar condições para que esses profissionais permaneçam na profissão com qualidade de vida, segurança e oportunidades de desenvolvimento.
“Não basta falar em humanização apenas para quem recebe atendimento. Precisamos humanizar também a vida de quem cuida. Uma enfermagem fortalecida começa por profissionais respeitados, incluídos e apoiados.”
Outro eixo da proposta é incentivar a capacitação permanente dos profissionais para o atendimento de pessoas com deficiência, indivíduos com transtornos do neurodesenvolvimento, doenças raras e outras condições que demandam assistência especializada, fortalecendo uma cultura de cuidado baseada na inclusão e no respeito às diferenças.
Priscila defende que Pernambuco possa se tornar referência regional na construção de políticas voltadas à enfermagem inclusiva, ampliando o debate sobre acessibilidade, equidade e valorização profissional.
“Uma saúde mais humana passa, necessariamente, por uma enfermagem mais inclusiva. Quando promovemos oportunidades, acolhimento e valorização para quem está na linha de frente da assistência, fortalecemos toda a rede de saúde e contribuímos para um atendimento cada vez mais qualificado para a população.”
Ao longo de sua trajetória à frente da ABEn-PE, Priscila Ferraz tem defendido pautas relacionadas à valorização da enfermagem, à qualificação profissional e ao fortalecimento da categoria. A proposta de uma política regional voltada à inclusão busca ampliar esse debate, colocando os profissionais da enfermagem no centro das discussões sobre o futuro da saúde em Pernambuco.
“A enfermagem é a maior força de trabalho da saúde. Defender a inclusão, a valorização e o cuidado com quem cuida é investir diretamente na qualidade da assistência oferecida à população pernambucana.
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