O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estaria enfrentando uma crescente pressão interna para acelerar negociações que possam encerrar o conflito envolvendo o Irã. O motivo principal seria o impacto da guerra no preço dos combustíveis e, consequentemente, no custo de vida dos americanos.
Segundo levantamento divulgado pelo Washington Post em parceria com a ABC News/Ipsos, a desaprovação de Trump chegou a 62%, o maior índice registrado em seus dois mandatos. Já a aprovação aparece em 37%. A pesquisa também aponta que 66% dos entrevistados desaprovam a condução do republicano no conflito com o Irã, enquanto 65% criticam sua atuação na economia.
O aumento no preço da gasolina é apontado como um dos fatores centrais para o desgaste político. O valor médio do galão da gasolina comum nos Estados Unidos chegou a US$ 4,54 nesta semana — equivalente a cerca de 3,78 litros. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o preço girava em torno de US$ 3,00.
Especialistas avaliam que, mesmo com um eventual cessar-fogo imediato, os preços dos combustíveis não devem retornar rapidamente aos níveis anteriores. A expectativa é de uma redução gradual ao longo dos próximos meses, podendo levar até 2027 para uma normalização mais ampla do mercado.
Analistas explicam que a demora ocorre devido aos impactos logísticos causados pela tensão no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Ormuz, região estratégica por onde passa grande parte do petróleo mundial. A instabilidade no fluxo de transporte da commodity continua pressionando os mercados internacionais e afetando diretamente o bolso dos consumidores.
Nos bastidores, a avaliação é que a crise econômica causada pela alta dos combustíveis pode se transformar em um dos principais desafios políticos de Trump nos próximos meses, principalmente diante da queda de popularidade registrada nas pesquisas recentes.
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