O plano de segurança pública do candidato Fernando Haddad (PT) para o estado de São Paulo prevê uma forte aposta no uso de inteligência artificial como ferramenta de prevenção e combate ao crime. As propostas serão apresentadas nesta segunda-feira (10).
A tecnologia deverá ser utilizada em diferentes frentes, especialmente em investigações e no fortalecimento das provas produzidas pelas forças policiais. A ideia também inclui o uso de dados para orientar estratégias preventivas e auxiliar os agentes de segurança na definição dos locais onde as ações devem ser concentradas, a partir de uma espécie de “mapa de calor”.
Entre as propostas está o aprimoramento, com inteligência artificial, de programas que já existem no governo paulista, como a Muralha Paulista, rede de monitoramento por câmeras implementada durante a gestão de Tarcísio de Freitas. A equipe de Haddad também estuda a criação de uma central de inteligência artificial voltada à segurança pública.
O projeto contempla ainda medidas de combate ao crime organizado e à violência de gênero. Para estruturar as propostas, Haddad conta com especialistas da área de segurança pública, pesquisadores e profissionais ligados à tecnologia e à transformação digital.
Segundo integrantes da equipe, as pesquisas consideram experiências bem-sucedidas de países desenvolvidos e buscam adaptar o uso da inteligência artificial à realidade de São Paulo.
A proposta representa uma tentativa de ampliar o uso da tecnologia na segurança pública, utilizando dados, monitoramento e inteligência para tornar as ações policiais mais estratégicas e eficientes.
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