A Polícia Federal informou que não abriu inquérito para investigar o ex-presidente Jair Bolsonaro após uma publicação em que ele associava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao ex-ditador sírio Bashar al-Assad. A decisão foi comunicada após questionamentos feitos pela 8ª Vara Criminal de Brasília sobre a existência de eventual investigação.
A denúncia foi apresentada por um cidadão russo-brasileiro, que acusou Bolsonaro de divulgar, em um canal no WhatsApp, uma imagem relacionando Lula ao governo sírio e à execução de pessoas LGBTQIA+.
Segundo as informações divulgadas, a publicação foi feita em janeiro do ano passado, mas já não está mais disponível nos canais do ex-presidente. O então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, chegou a solicitar a abertura de investigação em julho de 2025, porém o procedimento não teve avanço dentro da Polícia Federal.
Bashar al-Assad governou a Síria entre os anos de 2000 e 2024, período marcado por denúncias internacionais de perseguições, repressão política e violações de direitos humanos, incluindo casos de violência contra pessoas LGBTQIA+.
Até o momento, nem a defesa de Bolsonaro nem o Palácio do Planalto se manifestaram oficialmente sobre a decisão da PF.
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