Uma pesquisa divulgada no cenário eleitoral de Serra Talhada aponta um descompasso entre a força política da prefeita Márcia Conrado (PT) no município e a transferência desse apoio para os nomes que integram seu grupo político nas disputas estadual e federal.
De acordo com os dados apresentados, a governadora Raquel Lyra aparece com 45% das intenções de voto contra 25% de João Campos na disputa pelo Governo de Pernambuco. Em um eventual segundo turno, Raquel chega a 48%, enquanto João Campos registra 28%.
O desempenho da governadora também chama atenção na avaliação dos eleitores de Serra Talhada. Raquel Lyra alcança 70% de aprovação entre os moradores, índice que, segundo a publicação, supera a média estadual e representa uma vantagem significativa diante do cenário político local.
Apoio de Márcia ainda não se traduz em intenção de voto
Márcia Conrado rompeu politicamente com Raquel Lyra e passou a apoiar João Campos para a disputa pelo Governo de Pernambuco. A expectativa era de que a influência da prefeita em Serra Talhada contribuísse para ampliar a votação do socialista no município.
Os números, porém, indicam que essa transferência de votos ainda não aconteceu de forma significativa. João Campos permanece atrás da governadora, mesmo contando com o apoio político da prefeita.
O cenário sugere que o eleitorado de Serra Talhada pode estar avaliando de maneira independente as opções apresentadas para a eleição estadual, sem necessariamente acompanhar os alinhamentos políticos firmados pelas lideranças locais.
Disputa por vaga na Câmara Federal também preocupa
Na corrida para a Câmara dos Deputados, o cenário apresentado na pesquisa também aponta dificuldades para a consolidação da base política ligada à Prefeitura de Serra Talhada. Fernando Monteiro, apontado como importante aliado e responsável por recursos e emendas federais destinados ao município, aparece atrás de outros nomes da oposição.
Os dados reforçam a existência de uma possível dispersão do eleitorado e mostram que o apoio político construído localmente ainda precisa se transformar em intenção de voto nas urnas.
Apesar disso, João Campos continua sendo uma das principais lideranças da oposição em Pernambuco. O levantamento, portanto, não representa necessariamente uma rejeição ao ex-prefeito do Recife, mas evidencia que, neste momento, o apoio de Márcia Conrado ainda não produziu o efeito eleitoral esperado para os candidatos que ela decidiu apoiar.
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