sábado , 26 setembro 2026
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O primeiro grande erro de Marília

A escolha da chapa de Marília Arraes para o Senado começa a gerar questionamentos no cenário político de Pernambuco. Em uma disputa na qual a articulação e a capacidade de ampliar alianças podem ser decisivas, a composição das suplências passou a ser vista como um dos pontos mais delicados da candidatura.

Enquanto outros nomes que disputam o Senado buscaram suplentes com forte peso político e capacidade de articulação, a estratégia adotada por Marília Arraes é apontada como uma escolha que pode limitar o potencial de crescimento da chapa.

Humberto Costa (PT), por exemplo, buscou Luciano Bivar (MDB) para a primeira suplência, apostando em um ex-deputado federal e ex-presidente nacional do União Brasil, nome com trajetória política própria e trânsito nacional.

Mendonça Filho (PL), por sua vez, escolheu para a composição da chapa um nome ligado diretamente a uma das principais forças políticas de Pernambuco, reforçando sua conexão com segmentos importantes do Estado.

Já Eduardo da Fonte (PP) procurou um nome próximo à governadora Raquel Lyra (PSD), fortalecendo uma articulação política que pode ampliar sua capacidade de diálogo e alianças durante a campanha.

Nesse cenário, a escolha de Marília chama atenção. A candidatura optou por nomes considerados próximos politicamente, mas que, segundo a avaliação apresentada na coluna, não teriam o mesmo peso eleitoral e capacidade de articulação de outros possíveis aliados.

A questão, portanto, não está na qualificação pessoal dos escolhidos, mas no tamanho político da estratégia. Em uma eleição para o Senado, suplente também exerce papel importante na construção de alianças e na demonstração da força de uma candidatura.

Com Pernambuco reunindo prefeitos, ex-prefeitos, deputados, empresários, lideranças sociais, religiosas e partidárias, a composição de uma chapa competitiva pode ser fundamental para transformar liderança nas pesquisas em votos nas urnas.

O debate agora é saber se a escolha das suplências representa apenas uma decisão de campanha ou se poderá se tornar, de fato, o primeiro grande erro de Marília na disputa pelo Senado.

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