O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro acompanhe o ex-presidente Jair Bolsonaro durante todo o período de internação hospitalar. Ao mesmo tempo, o magistrado determinou a suspensão de visitas de outras pessoas, incluindo advogados e familiares, enquanto durar o tratamento.
A decisão foi tomada no contexto da autorização para a realização de uma cirurgia no ombro do ex-presidente, ocorrida nesta sexta-feira (1º), no hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro deu entrada na unidade ainda nas primeiras horas da manhã.
Segundo a determinação, apenas Michelle poderá permanecer ao lado do ex-presidente durante a internação. As demais visitas estão proibidas como forma de garantir o cumprimento das medidas cautelares impostas ao ex-chefe do Executivo.
Além disso, Moraes ordenou que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal reforce a vigilância, assegurando monitoramento contínuo e impedindo o acesso de pessoas não autorizadas ao local.
A decisão também estabelece que a defesa de Bolsonaro apresente, no prazo de 48 horas, um relatório médico detalhado sobre o procedimento realizado e o estado de saúde do ex-presidente.
A autorização para a cirurgia ocorreu após manifestação favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
De acordo com laudos médicos apresentados ao STF, Bolsonaro vinha enfrentando dores persistentes e limitação de movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. Exames indicaram lesões de alto grau no manguito rotador, o que levou à recomendação cirúrgica por especialistas.
O caso segue sob monitoramento do STF, que acompanha tanto a recuperação do ex-presidente quanto o cumprimento das medidas judiciais em vigor.
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