terça-feira , 19 maio 2026
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Medicamento de alto custo contra Alzheimer reacende debate sobre acesso à saúde e cuidado com idosos

A chegada ao Brasil de um novo medicamento voltado ao tratamento do Alzheimer tem gerado esperança em milhares de famílias, mas também levantado discussões sobre acessibilidade e políticas públicas voltadas à população idosa.

O medicamento, considerado um avanço no combate à progressão da doença, possui alto custo e não será disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) neste primeiro momento. O tratamento pode custar entre R$ 8 mil e R$ 11 mil, valor considerado fora da realidade da maior parte das famílias brasileiras.

Diante desse cenário, o debate passa a envolver não apenas os avanços da medicina, mas também questões sociais, econômicas e orçamentárias relacionadas ao cuidado com a saúde mental e cognitiva da população idosa.

O deputado estadual Ossésio Silva defende que o tema precisa ser tratado com responsabilidade e sensibilidade, especialmente diante do crescimento do número de idosos diagnosticados com doenças neurodegenerativas no país.

Segundo o parlamentar, discutir Alzheimer vai além da medicação. É necessário fortalecer ações de prevenção, diagnóstico precoce, acolhimento e assistência humanizada, além de ampliar o suporte às famílias e cuidadores.

Entre as iniciativas defendidas por Ossésio Silva estão programas voltados à saúde mental da população idosa no SUS e políticas públicas de acompanhamento especializado. Em 2024, o deputado também apresentou proposta para criação do “Disque Saúde Mental”, serviço gratuito e sigiloso de atendimento e orientação para pessoas com transtornos mentais e seus familiares.

O alto custo do novo tratamento também reacende o debate sobre custo-benefício e investimento público em saúde, levantando questionamentos sobre como garantir acesso digno e igualitário aos avanços da medicina.

Enquanto a ciência avança, especialistas reforçam que o cuidado com a pessoa idosa precisa envolver prevenção, dignidade, cuidado contínuo e apoio às famílias.

A discussão agora é ampla: como o Brasil pode se preparar para enfrentar o crescimento dos casos de Alzheimer sem deixar milhares de idosos sem acesso ao tratamento e à assistência necessária?

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