O crescimento do uso de patinetes elétricos na cidade do Recife já começa a gerar preocupações. De acordo com informações divulgadas pelo Diario de Pernambuco, mais de 100 usuários foram bloqueados pelas operadoras no primeiro mês de funcionamento do serviço na capital pernambucana.
Apesar da rápida adesão — que já ultrapassa 50 mil viagens — empresas como Jet e Woosh têm monitorado comportamentos considerados inadequados por parte dos usuários. Entre os principais problemas estão a condução imprudente e o descumprimento das regras estabelecidas.
Especialistas alertam para os riscos. Segundo o engenheiro civil Ivan Carlos Cunha, do Instituto de Trânsito e Mobilidade Sustentável (ITMS), os patinetes fazem parte de uma tendência global de micromobilidade, oferecendo alternativas ao transporte tradicional. No entanto, ele chama atenção para a falta de medidas básicas de segurança.
“O uso do capacete, por exemplo, ainda é raro no Recife, o que aumenta significativamente o risco de acidentes”, destaca o especialista. Ele também reforça que, embora não tenham sido registrados acidentes até o momento pelas operadoras, a imprudência pode resultar em ocorrências graves.
As regras para circulação são claras: o uso é permitido apenas para maiores de 18 anos, com limite de uma pessoa por equipamento. A velocidade máxima é de 20 km/h, sendo reduzida para 6 km/h em áreas com grande circulação de pedestres, como calçadas e zonas compartilhadas. Além disso, os patinetes devem trafegar preferencialmente em ciclovias e vias de baixa velocidade.
O avanço da micromobilidade traz benefícios para a mobilidade urbana, mas também exige responsabilidade dos usuários e fiscalização constante para garantir a segurança de todos.
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