Uma denúncia feita por uma mãe nas redes sociais trouxe à tona questionamentos sobre o funcionamento de uma creche conveniada à Prefeitura do Recife. A empreendedora Camila Soares relata supostas irregularidades envolvendo o atendimento ao filho, matriculado no Centro de Progressão Nossa Senhora das Graças – Matriz, localizado no bairro de Jardim São Paulo, na Zona Oeste da capital.
Segundo o relato, os problemas teriam começado ao longo deste ano, quando ela passou a ser chamada com frequência pela equipe da unidade para buscar a criança antes do horário regular. A mãe afirma que o filho retornava para casa com marcas de mordidas e que, posteriormente, a direção passou a atribuir à criança um comportamento considerado agressivo.
Camila também afirma que buscou esclarecimentos junto à equipe pedagógica, mas diz não ter recebido registros ou provas das situações apontadas pelas professoras. Em uma das reuniões, segundo ela, houve a orientação para procurar um neuropediatra, ocasião em que teria sido sugerido o uso de Risperidona, medicamento de uso controlado.
Após apresentar um relatório médico à direção da instituição, a mãe afirma que questionou quais medidas seriam adotadas para garantir a permanência do filho na creche. Ela relata ainda que, em uma conversa, a gestão teria sugerido a transferência da criança para outra unidade.
O caso ganhou repercussão nas redes sociais e gerou debates sobre o acompanhamento de crianças na educação infantil e os protocolos adotados por instituições conveniadas ao município.
Em resposta às acusações, a Secretaria de Educação do Recife (Seduc) negou as irregularidades apontadas e informou que acompanha o caso, ressaltando que os procedimentos adotados seguem as normas da rede municipal e que está à disposição para prestar os esclarecimentos necessários.
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