O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá realizar apenas uma viagem internacional durante o período de campanha eleitoral. O destino previsto é Nova York, nos Estados Unidos, onde o petista deverá discursar na abertura da Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro.
Tradicionalmente, o Brasil é o primeiro país a discursar na abertura da Assembleia-Geral. Em 2025, Lula utilizou o palco da ONU para denunciar o que classificou como tentativas de interferência estrangeira no Brasil e reforçar que a soberania nacional e a democracia são valores inegociáveis.
Assim como ocorreu no ano anterior, Lula também poderá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos corredores da Assembleia-Geral da ONU, prevista para a edição de 2026. Caso a reunião seja confirmada, será o primeiro encontro entre os dois desde o agravamento da crise diplomática entre Brasil e Estados Unidos e das sinalizações de interferência do governo americano nas eleições brasileiras.
Enquanto mantém a agenda em Nova York, Lula não deverá comparecer à cúpula do Brics, marcada para os dias 12 e 13 de setembro, em Nova Délhi, na Índia. O encontro reúne 11 países emergentes e deve discutir temas ligados à cooperação econômica e política entre os integrantes do bloco.
De acordo com informações publicadas na coluna de Igor Gadelha, do Metrópoles, a ausência do presidente brasileiro estaria relacionada aos compromissos da campanha eleitoral, que devem ocupar boa parte da agenda de Lula durante os meses de setembro e outubro.
A expectativa é que o Brasil seja representado pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia a possibilidade de acompanhar o chanceler brasileiro durante a viagem.
A definição da agenda internacional de Lula ocorre em um momento de intensa movimentação política no país, com a campanha eleitoral ganhando espaço e reduzindo a disponibilidade do presidente para compromissos fora do Brasil.
Deixe um comentário