O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quarta-feira (29) qualquer omissão da Advocacia-Geral da União (AGU) em processos envolvendo sindicatos ligados ao filho do presidente.
Durante sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Messias respondeu diretamente às críticas do senador Flávio Bolsonaro, que havia afirmado que a AGU não teria se manifestado em casos relacionados ao chamado “Lulinha”.
“Afirmo categoricamente que pedi contra o sindicato e seus dirigentes. A AGU cumpriu seu papel de forma técnica e republicana. Apresentamos três lotes de ações. Todas as entidades foram processadas”, declarou Messias durante a sessão.
A fala do indicado ao STF ocorre em meio ao clima de tensão política que envolve sua nomeação para a Corte. A vaga foi aberta após a saída do ministro Luís Roberto Barroso.
Messias também afirmou que os prejudicados por eventuais fraudes já foram ressarcidos, reforçando que a atuação da AGU ocorreu dentro dos parâmetros legais.
A sabatina segue como etapa decisiva para a possível aprovação do nome de Jorge Messias ao STF, enquanto o episódio intensifica o embate entre governo e oposição no Senado.
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