O presidente nacional do PSB, João Campos, poderá enfrentar em 2026 o maior desafio eleitoral do partido desde o início da chamada era Arraes-Campos. Mesmo sendo apontado como o principal nome da legenda na disputa pelos governos estaduais, o socialista aparece atrás da governadora Raquel Lyra (PSD) nas pesquisas mencionadas no levantamento.
De acordo com os dados apresentados pelo Poder360, João Campos é atualmente o único candidato competitivo do PSB para os governos estaduais. Em Pernambuco, porém, os números indicam vantagem de Raquel Lyra. No levantamento Datafolha citado, realizado em julho, a governadora aparece com 48% das intenções de voto, contra 42% de João Campos.
O cenário também preocupa o PSB na disputa pela Câmara dos Deputados. O partido elegeu 32 deputados federais em 2018, mas caiu para apenas 14 em 2022, o pior resultado desde a ascensão da família Arraes no comando da legenda.
A trajetória histórica mostra a dimensão do desafio. Em 2010, sob a liderança de Eduardo Campos, o PSB alcançou seu melhor desempenho, elegendo seis governadores, quatro senadores e 35 deputados federais.
Desde que João Campos assumiu a presidência nacional do partido, em junho do ano passado, o PSB também perdeu os três estados que governava. Renato Casagrande e João Azevêdo deixaram os governos para disputar o Senado, enquanto Pernambuco passou a concentrar ainda mais as atenções da legenda.
Com a ausência de outros candidatos competitivos aos governos estaduais, João Campos precisa ampliar sua votação e fortalecer a bancada federal. São necessários 13 deputados para que o partido tenha acesso ao fundo partidário, e existe o risco de a legenda não repetir sequer os cinco deputados federais eleitos por Pernambuco nos últimos pleitos.
Diante desse cenário, uma eventual vitória de João Campos em Pernambuco não necessariamente evitaria um resultado negativo nacionalmente. Segundo a análise apresentada, o PSB poderá registrar seu pior desempenho eleitoral desde 1990 na era iniciada com Miguel Arraes e posteriormente conduzida por Eduardo Campos e João Campos.
A eleição de 2026, portanto, será decisiva não apenas para o futuro político de João Campos, mas também para medir a capacidade do PSB de recuperar o espaço perdido no cenário nacional.
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