Enquanto a base da governadora Raquel Lyra (PSD) ainda define a composição da chapa majoritária para as eleições de 2026, o senador Humberto Costa (PT) tem chamado atenção por uma estratégia política que, segundo análises de bastidores, tem causado desconforto entre integrantes do PSB.
Mesmo sendo um dos principais nomes do PT em Pernambuco e aliado do ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), Humberto Costa tem evitado fazer críticas diretas à gestão da governadora Raquel Lyra. Em seus pronunciamentos públicos, o senador tem priorizado a defesa das ações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do Governo Federal, mantendo uma postura institucional em relação ao Palácio do Campo das Princesas.
A estratégia ficou ainda mais evidente após o prefeito de Aliança, Pedro Freitas (PP), declarar apoio à reeleição de Humberto Costa. O movimento ganhou repercussão por envolver um gestor ligado à base da governadora e presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), entidade que representa os municípios pernambucanos.
Nos bastidores da política, a aproximação de Humberto Costa com prefeitos que integram a base governista é vista como uma forma de ampliar sua sustentação para a disputa ao Senado, sem criar atritos com a administração estadual. Ao mesmo tempo, a postura do senador é apontada por analistas como um fator que provoca incômodo entre setores do PSB, que esperam um enfrentamento mais direto ao governo estadual durante o período pré-eleitoral.
Paralelamente, seguem as negociações na Federação União Progressista sobre as vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra, envolvendo os nomes do deputado federal Eduardo da Fonte (PP) e do ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho (União Brasil).
Com o cenário ainda indefinido, a movimentação das principais lideranças evidencia que as articulações para 2026 já estão em curso e que a disputa pelo Senado promete ser uma das mais competitivas da política pernambucana.
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