A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) apresentou, nesta segunda-feira (27), dois requerimentos à Câmara dos Deputados contra o assessor internacional Paolo Zampolli, ligado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A iniciativa ocorre após declarações consideradas ofensivas às mulheres brasileiras.
De acordo com a parlamentar, um dos pedidos consiste em um projeto de lei que propõe declarar Zampolli “persona non grata” em todo o território nacional. A medida também prevê que o Poder Executivo adote providências para impedir a entrada, permanência ou atuação oficial do assessor no Brasil, com base em princípios como soberania nacional, dignidade da pessoa humana e igualdade.
Além disso, Gleisi protocolou um projeto de resolução na Câmara com o objetivo de formalizar o repúdio institucional às falas do assessor. O texto também sugere que o Ministério das Relações Exteriores adote medidas diplomáticas cabíveis diante do caso.
Segundo a deputada, a reação do Brasil deve ser firme diante de qualquer manifestação considerada desrespeitosa ao povo brasileiro. “Zampolli não é bem-vindo no país”, afirmou, destacando a necessidade de posicionamento institucional frente a declarações ofensivas de agentes estrangeiros.
O episódio reacende o debate sobre os limites da atuação diplomática e a resposta do Estado brasileiro a declarações de representantes internacionais que possam ferir a imagem do país ou de seus cidadãos.
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