O sacerdote católico Frei Gilson foi denunciado ao Ministério Público de São Paulo (MPSP) por supostas declarações discriminatórias contra a comunidade LGBT+ e mulheres. A representação foi protocolada nesta terça-feira (5) pelo ex-noviço e jornalista Brendo Silva.
Segundo a denúncia, o religioso teria utilizado termos considerados ofensivos durante pregações e vídeos publicados nas redes sociais. Entre os trechos citados, Frei Gilson teria classificado a homossexualidade como “desordem” e “depravação grave”, além de defender a submissão das mulheres aos homens em discursos religiosos.
Na representação enviada ao Ministério Público, Brendo Silva argumenta que “liberdade religiosa não é liberdade para odiar”. O documento pede que o caso seja investigado por possível prática de discriminação e intolerância.
Até o momento, o Ministério Público de São Paulo informou apenas que a denúncia está em análise preliminar e ainda não confirmou a abertura de investigação formal. O caso poderá ser encaminhado ao Grupo Especial de Repressão aos Crimes Raciais e de Intolerância (Gecradi).
A repercussão ganhou ainda mais destaque devido à popularidade de Frei Gilson nas redes sociais e no meio católico. Líder do ministério Som do Monte, ele se tornou um dos religiosos de maior alcance digital no Brasil. No último fim de semana, o sacerdote foi uma das principais atrações do evento católico “Cristo é o Show”, realizado no Mineirão, em Belo Horizonte, que reuniu milhares de fiéis.
Desde 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) equipara atos de homofobia e transfobia ao crime de racismo. Até o fechamento desta matéria, Frei Gilson e sua equipe não haviam se pronunciado oficialmente sobre a denúncia.
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