A ex-secretária de Saúde Shisneide Furtado Ferreira Gomes do Nascimento protagonizou um novo capítulo de uma polêmica envolvendo acusações de suposta venda de cargos públicos na Prefeitura do Paulista, na Região Metropolitana do Recife. Após levar o assunto a público durante uma entrevista, ela voltou atrás nas declarações, reconheceu não possuir provas e formalizou um acordo durante audiência na Justiça.
O caso teve origem em 12 de março de 2026, quando Shisneide participou do podcast PobreCast e fez declarações associando Daniel de Sousa Firmino a uma suposta prática de venda de cargos públicos na administração municipal.
As acusações motivaram um processo judicial que teve audiência realizada na última segunda-feira (26), na 3ª Vara Criminal da Comarca de Paulista.
Durante a audiência, presidida pelo conciliador Inaldo Júnior, as partes chegaram a um entendimento, registrado em termo judicial, no qual Shisneide assumiu o compromisso de retirar as acusações feitas contra Daniel.
No documento, a ex-secretária reconheceu expressamente que não possuía provas ou fundamentos para sustentar as declarações anteriores.
“Reconheço que essa afirmação não procede e não corresponde à realidade. Não tenho qualquer prova ou fundamento que a sustente, e retiro integralmente o que disse”, declarou no termo de audiência.
Além de retirar as acusações, Shisneide manifestou arrependimento e lamentou os possíveis danos causados à honra, à imagem e à reputação de Daniel de Sousa Firmino.
Acordo judicial prevê retratação pública por seis meses
Um dos principais pontos do entendimento registrado na Justiça foi a obrigação assumida pela ex-secretária de divulgar a retratação em seu perfil pessoal no Instagram, mantendo a publicação visível por um período mínimo de seis meses.
O acordo também autorizou Daniel de Sousa Firmino a divulgar a retratação em suas próprias redes sociais.
Outro compromisso estabelecido foi o de não repetir as acusações relacionadas ao episódio. As partes também concordaram em manter uma convivência harmoniosa.
Após a audiência, Shisneide cumpriu a etapa de divulgação da retratação, publicando uma nota em seu Instagram na qual pediu desculpas a Daniel e reconheceu que suas declarações anteriores não tinham sustentação.
Na publicação, ela afirmou que não dispunha de elementos capazes de comprovar as acusações feitas durante o podcast.
Caso teve desdobramento na Justiça
O episódio ganhou repercussão por envolver uma ex-integrante da administração municipal e acusações relacionadas ao preenchimento de cargos públicos na Prefeitura do Paulista.
Com a retratação formalizada, Daniel de Sousa Firmino passou a contar com um documento judicial no qual a própria autora das declarações reconhece não possuir provas contra ele e retira integralmente o que havia afirmado.
É importante destacar que o termo de audiência apresentado não registra condenação criminal, pagamento de indenização ou decisão definitiva de arquivamento do processo. O documento informa que os autos ficaram conclusos após a audiência.
A retratação também se refere especificamente às acusações direcionadas a Daniel, não representando uma conclusão judicial sobre eventuais outras irregularidades na administração municipal.
O caso evidencia as consequências que acusações públicas sem comprovação podem provocar, especialmente quando envolvem a honra de terceiros e suspeitas relacionadas à gestão pública.
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