O governo dos Estados Unidos enviou um recado ao Brasil informando que estuda classificar facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas internacionais.
A sinalização foi feita durante reunião com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo. Segundo autoridades americanas, a medida tem como objetivo aumentar o rigor no combate financeiro às facções, atingindo diretamente esquemas de lavagem de dinheiro e dificultando o acesso ao sistema bancário global.
Caso a classificação seja confirmada, o status de terrorismo permitiria o congelamento imediato de ativos em território americano, além de proibir qualquer tipo de suporte financeiro ou material por pessoas e instituições sob jurisdição dos EUA.
A iniciativa representa uma mudança significativa na política externa americana para a América Latina, elevando o combate ao crime organizado ao nível de ameaça à segurança nacional.
Por outro lado, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva vê a medida com cautela. A preocupação é que essa classificação abra precedentes para possíveis sanções indiretas ou até interferências externas que possam impactar a soberania brasileira e a economia.
O posicionamento brasileiro tradicionalmente defende o enfrentamento ao crime organizado por meio da cooperação policial e institucional, e não sob a ótica de terrorismo internacional.
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