Uma empresa fundada pelo ex-deputado federal Silvio Costa e que, até março deste ano, tinha entre seus sócios Carlos Costa (Republicanos), atual candidato a vice-governador na chapa de João Campos (PSB), recebeu pagamentos de uma empresa do setor portuário durante o período em que Silvio Costa Filho, irmão de Carlos, comandava o Ministério dos Portos e Aeroportos.
Segundo reportagem citada pelo Diario de Pernambuco, com base em informações publicadas pelo UOL e em notas fiscais, a RI Consulting Assessoria e Consultoria Empresarial e Governamental emitiu R$ 630 mil em notas fiscais para a Terminais Marítimos de Pernambuco (Temape), instalada no Porto de Suape, entre fevereiro de 2025 e julho de 2026.
Desse montante, R$ 490 mil correspondem ao período em que Silvio Costa Filho ainda estava à frente do Ministério dos Portos e Aeroportos.
O episódio ganha repercussão política porque Carlos Costa, que integrava a sociedade da consultoria até março, atualmente disputa a vice-governadoria de Pernambuco ao lado de João Campos. Segundo sua versão, ele deixou a empresa após receber o convite para disputar a eleição.
Família nega irregularidades
Silvio Costa confirmou que sua consultoria presta serviços às empresas mencionadas, mas negou conflito de interesses ou tráfico de influência, classificando a reportagem do UOL como uma “matéria encomendada”.
Silvio Costa Filho também negou qualquer interferência do Ministério dos Portos e Aeroportos em benefício dos clientes da empresa de sua família e afirmou que, enquanto comandou a pasta, jamais recebeu pedidos da RI Consulting.
Carlos Costa, por sua vez, declarou que permaneceu como sócio até março deste ano, quando recebeu o convite para ser candidato a vice-governador.
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