A governadora Raquel Lyra (PSD) poderá iniciar um eventual segundo mandato com uma base política significativamente maior na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Projeções sobre a formação das chapas para deputado estadual apontam que os partidos aliados podem conquistar entre 35 e 37 das 49 cadeiras da próxima legislatura.
O cenário representaria uma mudança importante em relação ao primeiro mandato, marcado por dificuldades de articulação política e derrotas do governo em votações consideradas estratégicas.
Nas projeções, o PSD aparece entre as principais forças da próxima composição da Alepe, com possibilidade de eleger entre 10 e 11 deputados estaduais. Já a Federação União Progressista, formada por PP e União Brasil, poderá conquistar de nove a dez cadeiras.
O PSB, que elegeu 14 deputados em 2022, aparece com uma estimativa de sete a oito parlamentares. A Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, poderá ficar com seis a sete cadeiras.
Também aparecem nas projeções o Podemos, com possibilidade de eleger seis deputados, e o PL, com quatro a cinco. Avante, MDB, Novo e Republicanos, juntos, poderiam garantir outras cinco cadeiras.
Apesar das projeções, a quantidade de parlamentares eleitos por cada legenda não significa necessariamente alinhamento automático com o Palácio do Campo das Princesas. Algumas bancadas podem manter posições independentes ou de oposição, enquanto parlamentares individualmente podem adotar posições diferentes das orientações partidárias.
A Federação Brasil da Esperança, por exemplo, apoia a pré-candidatura de João Campos ao Governo de Pernambuco, embora existam deputados do PT e integrantes do PV que estejam próximos politicamente de Raquel Lyra.
No Podemos, a situação também é dividida. Apesar do apoio oficial da legenda à reeleição da governadora, os deputados Mário Ricardo e Fabrizio Ferraz mantêm posição de oposição ao governo.
Caso as projeções se confirmem nas urnas, Raquel Lyra poderá começar 2027 com uma Alepe numericamente mais favorável. O desafio, porém, será transformar essa maioria eleitoral em uma base efetivamente alinhada aos projetos do governo, conciliando diferentes posições políticas dentro das próprias bancadas.
Deixe um comentário