A disputa por uma das vagas ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) ganhou novos capítulos nos bastidores da política pernambucana. De um lado, o Progressistas (PP) trabalha para fortalecer o nome de Eduardo da Fonte. Do outro, o grupo político de Miguel Coelho (União Brasil) amplia as articulações em busca de espaço na composição majoritária.
Lideranças do PP têm intensificado as conversas com o Palácio do Campo das Princesas para defender a participação da legenda na chapa. O partido aposta em sua força política no Estado, na bancada parlamentar e na presença em diversos municípios para sustentar o nome de Eduardo da Fonte na corrida pelo Senado.
A movimentação ocorre em meio às articulações de Miguel Coelho, ex-prefeito de Petrolina e uma das principais lideranças políticas do Sertão. Seu grupo mantém diálogo com Raquel Lyra e trabalha para consolidar sua pré-candidatura, destacando a força regional e a influência política da família Coelho em Pernambuco.
Nos bastidores, a possibilidade de avanço do nome de Miguel Coelho teria provocado uma reação do PP, aumentando a pressão pela definição dos espaços na chapa governista. Eduardo da Fonte, por sua vez, busca consolidar sua candidatura e defende um entendimento entre PP e União Brasil antes das decisões finais.
Com dois grupos importantes de sua base buscando protagonismo na disputa pelo Senado, Raquel Lyra permanece no centro das negociações. A definição da chapa deverá passar por uma ampla construção política, envolvendo alianças partidárias, força eleitoral e estratégias para as eleições de 2026.
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