sexta-feira , 9 outubro 2026
Lar Últimas notícias Desenrola 2.0 mantém cartão consignado para aposentados do INSS e gera críticas
Últimas notícias

Desenrola 2.0 mantém cartão consignado para aposentados do INSS e gera críticas

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta semana o programa “Desenrola 2.0”, voltado à renegociação de dívidas e ampliação do crédito. No entanto, uma das medidas mantidas pela nova versão do programa tem provocado críticas de entidades de defesa do consumidor: a permanência do cartão de crédito consignado para aposentados e pensionistas do INSS.

Considerado por especialistas como um modelo de crédito de alto risco para idosos, o cartão consignado funciona de forma diferente do empréstimo consignado tradicional. Enquanto no empréstimo comum o valor total da dívida é descontado em parcelas fixas diretamente do benefício, no cartão consignado apenas o pagamento mínimo é debitado automaticamente.

Na prática, isso faz com que boa parte da dívida entre no crédito rotativo, modalidade que possui juros mais elevados e pode prolongar o endividamento por tempo indeterminado.

Segundo especialistas em finanças, muitos aposentados utilizam o cartão consignado para sacar dinheiro em espécie, transformando o produto em uma espécie de empréstimo disfarçado, frequentemente com custos maiores do que o consignado tradicional.

No anúncio do Desenrola 2.0, o governo reduziu a margem consignável total de 45% para 40%. Apesar disso, manteve o cartão de crédito consignado, limitado a 5% da margem do benefício.

O tema já havia sido alvo de debate na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, encerrada no fim de março. O relator da comissão, deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomendou o fim do cartão consignado, apontando riscos de “endividamento permanente” dos aposentados, além de juros mais altos e possibilidade de uso abusivo por instituições financeiras.

Como o relatório final da CPMI foi rejeitado, o parlamentar decidiu apresentar um projeto de lei separado propondo a extinção do produto. A proposta começou a tramitar na Câmara dos Deputados.

Entidades de defesa do consumidor afirmam que o modelo pode comprometer a renda de idosos e aposentados por longos períodos, dificultando a quitação das dívidas e ampliando a vulnerabilidade financeira dessa parcela da população.

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Artigos relacionados

Prefeitura do Paulista avança com serviço terraplanagem na Avenida Benjamin, em Fragoso

A Prefeitura do Paulista está dando andamento às obras de drenagem e...

Igarassu abre inscrições para capacitação gratuita em marketing digital para empreendedores

Ao todo, serão disponibilizadas 100 vagas gratuitas. As atividades serão realizadas no...

Após enfrentarem Raquel Lyra no primeiro turno, lideranças da esquerda articulam pressão para governadora apoiar Lula

Humberto Costa, Marília Arraes, Carlos Veras, Pedro Campos e Teresa Leitão integram...