O ex-prefeito do Recife, João Campos (PSB), teve o nome oficializado na disputa ao Governo do Estado com um palanque recheado de lideranças e com direito a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB). Mas em meio a tanta movimentação chamou atenção o tratamento recebido pelo ex-deputado federal e ex-presidente da Sudene, Danilo Cabral (PSB), que quase passou desapercebido em meio ao grande número de políticos que estava no palanque.
Ele, que quatro anos atrás assumiu a difícil missão de ser o sucessor do então governador Paulo Câmara (PSB) e que amargou uma derrota esmagadora ainda no primeiro turno após um período de 16 anos do PSB no poder, acompanhou toda a convenção de forma tímida em uma das laterais do palco. Não teve direito a discursar, sequer foi citado.
O mesmo aconteceu com Paulo Câmara, que nesta segunda-feira (3) estampa uma matéria de jornal tentando vender a narrativa de que a governadora Raquel Lyra (PSD) não herdou um Estado quebrado economicamente. Nem uma palavra sequer sobre o seu “legado” ou poder de administração.
A convenção da Frente Popular falou apenas sobre as novas lideranças, numa estratégia clara de esquecer o passado que, diga-se de passagem, foi construído pelos seus líderes tão aclamados: os ex-governadores Miguel Arraes e Eduardo Campos.
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