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Conselheiro ligado a Trump causa indignação com declarações ofensivas sobre brasileiras

Declarações atribuídas ao italiano Paolo Zampolli, aliado do ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump, provocaram forte repercussão após entrevista à emissora italiana RAI. Durante a conversa, Zampolli fez comentários considerados misóginos e xenófobos ao se referir às mulheres brasileiras.

Segundo o conteúdo divulgado, ele afirmou que brasileiras seriam “uma raça maldita” e fez outras declarações ofensivas, incluindo generalizações e ataques à conduta das mulheres do país. As falas geraram críticas nas redes sociais e entre autoridades, sendo apontadas como discriminatórias e inaceitáveis.

Zampolli, que já atuou como enviado especial para assuntos globais do governo norte-americano, foi casado por cerca de 20 anos com a modelo brasileira Amanda Ungaro, com quem tem um filho. A relação entre os dois também foi mencionada na entrevista.

A modelo foi deportada dos Estados Unidos após mais de duas décadas vivendo no país, em uma ação do ICE. Ela alega que a deportação teria sido influenciada por Zampolli em meio a uma disputa judicial pela guarda do filho. Ungaro também acusa o ex-companheiro de violência doméstica e abuso sexual.

Na entrevista, o diplomata ainda afirmou que mulheres brasileiras seriam “programadas para causar confusão”, reforçando estereótipos negativos. Em outro trecho, ao comentar sobre uma conhecida da ex-esposa, ele voltou a utilizar linguagem ofensiva e depreciativa.

A entrevista foi ao ar no último dia 19, mas até o momento da publicação do conteúdo, nem a Casa Branca nem Zampolli haviam se pronunciado oficialmente sobre o caso.

Além das declarações recentes, o nome de Zampolli já apareceu anteriormente em documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein, o que aumenta a controvérsia em torno de sua atuação e histórico.

As falas repercutem em um momento de sensibilidade internacional sobre discursos de ódio e preconceito, e especialistas apontam que declarações desse tipo podem agravar tensões diplomáticas e reforçar estigmas prejudiciais.

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