A Coligação Pernambuco de Coração acionou, nessa terça-feira (18), o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) contra uma rede de 33 perfis falsos que utilizou propaganda negativa paga para promover ataques contra a governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), nas redes sociais. Na representação, a coligação denuncia o disparo de 62 anúncios pagos contra Raquel, inclusive em dólar, pelos perfis criados às vésperas da eleição.
A ação pede a identificação, responsabilização dos financiadores, administradores e dos beneficiários da operação, além da aplicação de multas e envio de todo o material ao Ministério Público Eleitoral para a apuração criminal cabível. A coligação requer ainda o bloqueio cautelar da capacidade de novos impulsionamentos pelos perfis. Para descumprimento das ordens pela Meta, que controla o Instagram e Facebook, é sugerida multa diária de R$ 100 mil.
A prática de qualquer impulsionamento de propaganda negativa é proibida pela legislação eleitoral, que determina que a propaganda paga na internet apenas pode ser contratada por candidatos, partidos, coligações e federações, exclusivamente para promover as próprias candidaturas. O tamanho dos recursos disponíveis da rede de ataques para destruir a imagem de Raquel impressiona.
Um único anúncio, de um perfil sem rosto, alcançou entre 800 mil e 900 mil impressões, com aviso da plataforma Meta de que o conteúdo foi impulsionado “sem um rótulo obrigatório” de propaganda política. Parte dos gastos aparece declarada na própria plataforma em dólares.
A representação da coligação de Raquel é robusta, expondo com URLs, IDs, gravações de tela e capturas da Biblioteca de Anúncios da Meta, o funcionamento da rede de ataques digitais. A ação relata que anúncios e perfis começaram a ser desativados e removidos. Ao mesmo tempo, novos perfis foram utilizados na rede de ataques, contratando novos anúncios contra Raquel.
Entre os perfis usados para impulsionar ataques, estão páginas com nenhum ou até 21 seguidores, com categorias declaradas como de alimentação e entretenimento, criadas entre junho e agosto de 2026, mas que pagam para aparecer para dezenas de milhares de pernambucanos com ataques contra Raquel.
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