Denúncia sobre compra de respiradores durante a pandemia volta ao debate político e reacende críticas à gestão do PSB no Recife.
Um dos episódios mais polêmicos da pandemia da Covid-19 em Pernambuco voltou a ganhar destaque e reacendeu o debate sobre a gestão do ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB). O caso envolve a tentativa de compra de 500 respiradores por parte da Prefeitura do Recife em 2020, equipamentos que, segundo informações divulgadas à época, ainda estavam em fase de testes, inclusive com experimentos realizados em porcos antes da homologação para uso em humanos.
A negociação foi alvo de questionamentos de órgãos de controle, do Ministério Público de Contas e de adversários políticos. Diante da repercussão e das suspeitas levantadas, o contrato acabou sendo cancelado, mas o episódio passou a ser apontado como um dos maiores escândalos administrativos registrados durante a pandemia em Pernambuco.
Anos depois, o caso voltou aos holofotes após a Justiça tornar réus o ex-secretário de Saúde do Recife e outras cinco pessoas, em ação baseada em denúncia apresentada pelo Ministério Público. As defesas negam irregularidades e o processo segue em tramitação, sem condenação definitiva.
O episódio também voltou a gerar desgaste político para o PSB, partido do ex-prefeito Geraldo Julio e do ex-prefeito do Recife João Campos. Adversários afirmam que o caso representa um símbolo das controvérsias envolvendo a administração municipal durante a pandemia e cobram explicações sobre as decisões tomadas naquele período.
Embora João Campos não seja réu nesse processo, opositores utilizam o episódio para associar o caso ao legado das gestões do PSB na capital pernambucana, intensificando o embate político às vésperas do período eleitoral.
Com o avanço da ação judicial, o caso dos respiradores permanece como um dos temas mais sensíveis da história recente da administração pública do Recife e continua sendo lembrado no debate político pernambucano.
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