A base aliada do governo de Raquel Lyra na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) decidiu não formar um bloco único de atuação parlamentar, optando por uma estratégia considerada mais flexível diante da nova configuração política da Casa.
A decisão foi comunicada pela líder do governo, a deputada Socorro Pimentel, que destacou que os partidos aliados possuem força suficiente, de forma individual, para garantir protagonismo nas comissões legislativas — consideradas peças-chave no andamento de projetos e matérias de interesse do Executivo.
Segundo a parlamentar, a escolha leva em conta as mudanças provocadas pela janela partidária, que alterou o equilíbrio de forças dentro da Alepe. Com isso, a base governista entende que a atuação independente entre os partidos pode ampliar a autonomia das siglas e favorecer uma articulação mais orgânica.
Atualmente, o Partido Social Democrático, presidido em Pernambuco pela governadora, conta com 9 parlamentares. Já o Podemos soma 7 deputados estaduais. Na Federação formada por PT, PV e PCdoB, dos 8 integrantes, pelo menos 5 costumam votar alinhados ao governo.
O movimento também ocorre após a sinalização da Federação União Progressista — composta pelo União Brasil e pelo Partido Progressistas — e do Partido Liberal de que devem atuar de maneira independente na Casa de Joaquim Nabuco.
Mesmo sem um “blocão” formal, a avaliação no Palácio do Campo das Princesas é de que há base suficiente para assegurar maioria nas comissões e garantir a aprovação de matérias consideradas estratégicas para o desenvolvimento do estado.
Nos bastidores, a estratégia é vista como uma forma de manter o controle político sem engessar os partidos aliados, permitindo maior liberdade de articulação e adaptação ao cenário dinâmico da Alepe nos próximos meses.
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