A derrota de João Campos (PSB) para Raquel Lyra (PSD) na disputa pelo Governo de Pernambuco teria provocado reflexos na estratégia da campanha presidencial de Lula. Segundo informações atribuídas ao Blog Bastidor, o socialista teria recebido, em Brasília, uma orientação para reduzir sua exposição pública durante as mobilizações do segundo turno no estado.
De acordo com o relato, a preocupação seria evitar que a associação com João Campos afastasse eleitores de Raquel Lyra que não necessariamente rejeitam Lula, mas apresentam resistência ao grupo político do PSB em Pernambuco.
A avaliação atribuída a integrantes da campanha petista seria de que a presença do socialista em determinados atos poderia dificultar a aproximação com esse eleitorado, abrindo espaço para que Flávio Bolsonaro (PL) buscasse ampliar seu apoio no estado.
O episódio também chama atenção para os possíveis efeitos da derrota de João Campos sobre sua atuação no cenário político nacional. Antes da votação, o ex-prefeito do Recife buscava ampliar seu protagonismo político, mas o resultado eleitoral teria levado aliados de Lula a reavaliar a estratégia de exposição de lideranças locais.
A ausência de João Campos em recentes atos públicos também passou a ser observada nesse contexto. Entretanto, não há confirmação independente, no relato apresentado, de que tenha existido uma ordem formal para afastá-lo da campanha presidencial.
Caso a orientação se confirme, o episódio poderá evidenciar uma mudança na estratégia eleitoral do grupo petista em Pernambuco, especialmente na tentativa de dialogar com eleitores que apoiaram Raquel Lyra e que ainda não definiram sua posição na disputa presidencial.
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