A possível ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro debate presidencial, previsto para o dia 23 de agosto, tem levado adversários a reavaliar suas estratégias de campanha. Integrantes das equipes de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) avaliam que um debate sem o atual presidente pode abrir espaço para ampliar a visibilidade de suas candidaturas.
Após a convenção nacional do PT, a expectativa é de que a campanha de Lula decida, na segunda quinzena de agosto, se o presidente participará do encontro promovido pela TV Band. A avaliação de aliados é que, por liderar as pesquisas, Lula pode optar por preservar sua candidatura para etapas posteriores da disputa.
Nos bastidores, integrantes da campanha também consideram que o presidente possui forte capacidade de argumentação e que sua eventual ausência pode alterar a dinâmica do confronto entre os demais candidatos.
Diante desse cenário, aliados de Renan Santos e Ronaldo Caiado discutem estratégias para aumentar o protagonismo de seus candidatos durante o debate.
O deputado federal Kim Kataguiri (Missão-SP) afirmou que, caso Lula não participe, Renan Santos deverá concentrar seus ataques em Flávio Bolsonaro (PL), que seria o principal adversário no palco do debate.
Segundo Kataguiri, tanto Caiado quanto o governador Romeu Zema (Novo) teriam mais cautela ao direcionar críticas a Flávio Bolsonaro, considerando a proximidade de parte de seus eleitores com o bolsonarismo.
A definição sobre a participação de Lula no debate deverá ocorrer após o lançamento oficial de sua campanha à reeleição, previsto para a segunda quinzena de agosto, quando a coordenação petista concluirá sua estratégia para os primeiros confrontos entre os candidatos à Presidência da República.
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